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A alíquota-teste da Reforma já existe — por que seu DAS não mudou?

Junior Garcia31 ago. 20266 min de leitura

Desde o início de 2026 as notas fiscais passaram a conviver com dois nomes novos: CBS e IBS. É o ano-teste da Reforma Tributária — e a pergunta que todo dono de negócio digital faz é a mesma: "vou pagar mais?". Em 2026, para quem é do Simples, a resposta curta é: não.

O que é o ano-teste

Em 2026 a CBS roda a 0,9% e o IBS a 0,1% — alíquotas simbólicas, criadas para testar os sistemas de apuração antes da transição de verdade (CBS plena em 2027, IBS subindo em degraus até 2033). Para a maioria das empresas, esse valor de teste é compensável com tributos atuais: destaca na nota, abate do que já pagaria. O objetivo do governo é ver o sistema funcionando, não arrecadar.

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E quem é do Simples Nacional?

O Simples segue existindo e o DAS segue sendo calculado como sempre — a LC 214/2025 preservou o regime durante a transição. O que muda em 2026 é informação na nota: os campos de IBS/CBS passam a aparecer nos documentos fiscais (a NFS-e nacional já traz o grupo IBSCBS), mesmo quando não há valor a recolher por fora.

A decisão importante do Simples vem depois: o chamado "Simples híbrido", em que a empresa poderá optar por recolher IBS/CBS por fora do DAS para gerar crédito ao cliente PJ. Faz sentido para quem vende para empresa; não faz para quem vende para consumidor final.

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