Desde o início de 2026 as notas fiscais passaram a conviver com dois nomes novos: CBS e IBS. É o ano-teste da Reforma Tributária — e a pergunta que todo dono de negócio digital faz é a mesma: "vou pagar mais?". Em 2026, para quem é do Simples, a resposta curta é: não.
O que é o ano-teste
Em 2026 a CBS roda a 0,9% e o IBS a 0,1% — alíquotas simbólicas, criadas para testar os sistemas de apuração antes da transição de verdade (CBS plena em 2027, IBS subindo em degraus até 2033). Para a maioria das empresas, esse valor de teste é compensável com tributos atuais: destaca na nota, abate do que já pagaria. O objetivo do governo é ver o sistema funcionando, não arrecadar.
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💬 Falar com o JuniorE quem é do Simples Nacional?
O Simples segue existindo e o DAS segue sendo calculado como sempre — a LC 214/2025 preservou o regime durante a transição. O que muda em 2026 é informação na nota: os campos de IBS/CBS passam a aparecer nos documentos fiscais (a NFS-e nacional já traz o grupo IBSCBS), mesmo quando não há valor a recolher por fora.
A decisão importante do Simples vem depois: o chamado "Simples híbrido", em que a empresa poderá optar por recolher IBS/CBS por fora do DAS para gerar crédito ao cliente PJ. Faz sentido para quem vende para empresa; não faz para quem vende para consumidor final.
O que fazer agora (checklist honesto)
- Nada de pânico com boleto novo — em 2026 seu DAS não muda por causa da Reforma.
- Confira se suas notas saem com os campos novos — emissor desatualizado é o risco real deste ano.
- Se vende para PJ, comece a conversa sobre o híbrido com seu contador — a escolha errada em 2027 custa competitividade.
