Setembro abre o trimestre em que quase tudo do ano fiscal se decide: a Black Friday infla o RBT12, o 13º entra na conta, o limite do MEI aperta e janeiro chega com a fase real da Reforma. Quem organiza isso agora atravessa dezembro no controle — quem deixa para lá, descobre em janeiro quanto custou.
Setembro — a foto do RBT12
Sua alíquota do Simples é calculada sobre os últimos 12 meses de receita. Antes do pico de vendas é a hora de simular: se a Black Friday e o Natal empurrarem seu acumulado para a faixa seguinte, dá para se planejar — antecipar retiradas, revisar preços, saber de antemão o DAS de janeiro. Depois do pico, só resta pagar.
MEI: mesmo exercício com o limite anual. Estourar em novembro sem saber é pagar a diferença com juros; estourar sabendo é migrar para ME no momento certo.
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💬 Planejar meu fim de anoOutubro e novembro — caixa e obrigações de gente
- 13º salário — a primeira parcela vence até 30 de novembro; se há CLT na equipe, o dinheiro precisa estar separado desde já.
- Notas e conciliação em dia — o trimestre de maior volume é o pior para acumular pendência; a nota da comissão e a conciliação do repasse têm de sair no mês, não "depois das festas".
- Devoluções do pico — cada devolução de novembro sem nota de devolução é imposto pago a mais em dezembro.
Dezembro — a porta de 2027
Janeiro de 2027 liga a fase real da CBS na Reforma Tributária — e com ela as decisões que valem dinheiro: aderir ou não ao recolhimento por fora no Simples (o "híbrido"), repactuar preço com cliente PJ que vai querer crédito, conferir se o seu emissor está pronto. Nenhuma dessas decisões é boa tomada na virada do ano. O trimestre existe para isso.
