"Simples Nacional" tem "simples" no nome, mas simples é só a inscrição. Por dentro, o regime tem uma conta que decide se você paga 6% ou mais que o dobro disso sobre o mesmo faturamento — e a maioria dos empresários nunca ouviu falar dela. Bastidor honesto: nem sempre o Simples é o melhor regime, e o Fator R é o motivo mais comum.
O Simples é simples só no nome
A promessa do Simples Nacional é reduzir burocracia: uma guia única (o DAS) em vez de recolher tributo por tributo. Isso é real. O que não é simples é a alíquota efetiva — ela varia por faixa de faturamento (a chamada tabela progressiva) e, para quem presta serviço, por qual dos cinco anexos a empresa se enquadra. Dois negócios com o mesmo faturamento, no mesmo Anexo, podem pagar percentuais bem diferentes dependendo de uma única variável: quanto a empresa paga de folha de pagamento e pró-labore em relação ao que fatura.
Fator R: a conta que decide seu imposto
O Fator R é essa variável. Para empresas de serviço que se enquadrariam no Anexo V (alíquota inicial de 15,5%), a conta é simples de fazer e pesada no resultado: soma-se a folha de pagamento + pró-labore dos últimos 12 meses e divide pelo faturamento bruto do mesmo período. Se o resultado for igual ou maior que 28%, a empresa migra para o Anexo III, com alíquota inicial de 6% — quase um terço do imposto. Empresas que pagam pró-labore simbólico pra "economizar" no curto prazo, sem saber, empurram o próprio Fator R pra baixo e acabam pagando mais imposto no Anexo V — o oposto do que pretendiam.
Quando o Lucro Presumido paga menos
Aqui está o que poucos contadores colocam na mesa sem serem perguntados: para faturamentos mais altos ou margens de lucro menores, o Lucro Presumido pode sair mais barato que o Simples — mesmo com a alíquota "parecendo" maior à primeira vista. Isso acontece porque o Presumido usa uma base de cálculo fixa por atividade (o percentual de presunção), enquanto o Simples cobra sobre o faturamento bruto na faixa cheia. A única forma de saber qual pesa menos é simular os dois regimes com os números reais da empresa — não existe resposta genérica de "o Simples sempre compensa", porque depende do Anexo, da margem e da folha.
O que pedir ao seu contador este mês
- O cálculo do seu Fator R atual — se está perto de 28%, um ajuste pequeno no pró-labore pode mudar de Anexo.
- Uma simulação Simples x Presumido com o faturamento e a margem reais dos últimos 12 meses, não só uma opinião genérica.
- A revisão anual do enquadramento — regime tributário não é decisão de abertura da empresa pra vida toda, vale reavaliar todo início de ano.
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Fale com o contador antes de renovar o Simples no automático — uma simulação com os números reais da sua empresa mostra se Anexo, Fator R ou Presumido pesam mais no seu caso.
💬 Falar com o JuniorO Simples Nacional é uma boa opção pra muita empresa — mas "boa opção" não é sinônimo de "sempre a melhor". Quem nunca simulou o Fator R nem comparou com o Presumido não sabe se está pagando o imposto certo ou só o imposto de sempre.
✔ Benefício de cliente Garcia: a equipe simula o Fator R e compara Simples x Presumido com os números reais da sua empresa todo início de ano — sem prometer economia genérica que não se aplica ao seu caso.
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