O pró-labore não é a única forma de tirar dinheiro da empresa. Existe uma segunda torneira — a distribuição de lucros — que, dentro de certos limites, sai isenta de Imposto de Renda na pessoa física. A pergunta é: quanto dá pra distribuir sem furar essa isenção?
Duas formas de tirar dinheiro do CNPJ, dois tratamentos diferentes
O pró-labore é a remuneração pelo trabalho que você mesmo presta à empresa — sofre desconto de INSS e é tributado como salário na tabela do IRPF. A distribuição de lucros é diferente: é a parcela do resultado da empresa que sobra depois de tudo e vai para o sócio como retorno do negócio, não como salário. Por regra geral do IRPJ, essa distribuição pode sair isenta de Imposto de Renda na pessoa física, até o limite do que a legislação considera lucro presumido para a atividade.
Por que o pró-labore não pode ficar baixo demais
Reduzir o pró-labore ao mínimo para "sobrar mais lucro pra distribuir isento" tem um efeito colateral direto no Fator R — o mesmo cálculo que já detalhamos no Fator R na prática. Um pró-labore artificialmente baixo em relação à receita bruta pode derrubar o Fator R abaixo de 28% e empurrar a empresa para o Anexo V, com alíquota maior — anulando qualquer economia que a distribuição isenta traria. As duas contas precisam ser feitas juntas, não em separado.
O limite não é "o que sobrar", é o que a legislação permite presumir
A distribuição isenta de IR tem um teto: o valor que a legislação do IRPJ presume como lucro para aquela atividade, aplicado sobre a receita bruta. Distribuir acima desse teto sem ter uma contabilidade que comprove lucro efetivo maior (por meio de escrituração contábil regular) pode fazer o excedente ser tributado como se fosse pró-labore disfarçado — daí a importância de ter esse número calculado, não estimado de cabeça.
O que olhar antes de decidir o quanto distribuir
- O pró-labore atual está compatível com a atividade e sustenta o Fator R no Anexo III?
- O limite de presunção da sua atividade específica já foi calculado, ou você está distribuindo "o que sobra no caixa" sem checar o teto?
- Existe escrituração contábil regular que permita comprovar lucro maior que o presumido, caso o negócio realmente gere mais?
Quer saber quanto pode tirar isento no seu caso?
Mandando a sua receita e o pró-labore atual, a gente calcula a margem de distribuição isenta específica da sua atividade.
💬 Falar com o JuniorPró-labore e distribuição de lucro não competem entre si — são duas peças do mesmo planejamento. Acertar a proporção entre as duas é o que evita pagar mais imposto do que precisaria, sem correr o risco de distribuir além do que a lei permite isentar.
✔ Benefício de cliente Garcia: a equipe acompanha a proporção entre pró-labore e distribuição de lucro mês a mês — não só uma vez por ano — pra você não deixar dinheiro isento na mesa nem correr risco de distribuir acima do que a apuração permite.
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